O atual ex-presidente da Câmara Municipal de vereadores de Muritiba, o Pastor Marco Antônio, cedeu uma entrevista à emissora de rádio Muritiba FM, na última segunda-feira (25/03/2013), no programa “A voz do Recôncavo” com apresentação do radialista Antônio Matos.
Durante a entrevista o vereador falou sobre assuntos polêmicos que giram em torno da política em Muritiba, principalmente na câmara de vereadores, e foi bastante claro durante toda conversação.
Para início de conversa, o vereador Marco começou falando que não tinha saudade da época em que foi presidente da Câmara, e ainda que houvesse reeleição na Presidência ele não estaria interessado, falou também sobre as responsabilidades que um presidente deve ter.
Em um segundo momento, foi-se proposto ao vereador Marco, falar sobre os dois principais assuntos que estão em pauta na câmara e que serviram como principais motivos para que fosse realizada a entrevista: a questão do salário dos vereadores atuais, com uma eventual responsabilização ao advogado e procurador Dr. Tiago e a ele próprio, e a segunda questão, sobre o número de vereadores que aumentou de 9 para 11 representantes.
Nesse instante o vereador pastor Marco mostrou seu posicionamento, em primeiro lugar, à questão da quantidade de vereadores na Câmara dizendo que era a favor de que continuasse com 9 representantes. Mas mesmo assim, ele afirmou que conversou com os vereadores da época, e enquanto alguns mantinham o silêncio, os outros julgavam necessária a abertura de mais 2 vagas, justificando-as por conta de uma maior chance de reeleição e para que a população tivesse uma maior quantidade de ajuda. Sendo assim foi solicitado ao Dr. Tiago que criasse o projeto, e próximo de se encerrar o prazo foram criadas as 2 vagas.
A partir daí o vereador pastor Marco falou sobre a questão do salário dos vereadores, afirmando que ainda durante a sua gestão como presidente (2011/2012), ele, o ex-vereador Luciano de Miranda e a ex-vereadora Suede, foram durante todo o processo a favor de um salário no valor de R$ 4.830, e esse valor foi apresentado aos demais vereadores em uma 1ª reunião onde só não estavam presentes 2 candidatos: os vereadores Clementino e Zé Carlos Brandão. Segundo ele, durante essa reunião, os quatro vereadores restantes chegaram a conclusão de que se era de direito dos vereadores ter um salário de R$ 6.000, eles faziam questão de ter o máximo . Ainda assim, nesta mesma reunião o pastor Marco afirmou que o próximo presidente que assumisse o cargo, sendo ele quem fosse não teria condições de, administrativamente, fazer nada com o salário indo pra R$ 6.000. Na 2ª reunião, essa com todos os vereadores presentes, foi novamente exposto através de uma planilha, que o salário máximo de R$ 6.000 seria inviável, mas ainda assim, e dessa vez 6 vereadores, afirmavam que queriam o que a lei permite, sem analisar as conseqüências. Nessa questão o vereador pastor Marco fez questão de isentar qualquer culpa que viesse recair sobre ele ou o Dr. Tiago.
Marco ainda fez questão de falar sobre a verba recebida pele câmara, que gira em torno de R$ 105.300.
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Jerffeson Brandão Jerffesonbrandao@reconcavoflash.com.br
Recôncavo Flash
Entenda o caso:
Após a confirmação da redução dos subsídios por parte do presidente da Câmara de Vereadores de Muritiba, Josenilson Dias dos Santos Jó-PDT, os demais vereadores prometem acionar aJustiça para o retorno dos valores. Os edis que receberam os doisprimeiros meses do ano R$ 6.000,00 seis mil reais passaram areceber este mês 5.00,00 (Cinco mil reais), um desconto de 1.000.00 ( mil reais) do salário de cada vereador. Segundo Jó, a Casa nãosustenta o pagamento dos valores aprovados e por conta dessasituação foi obrigado a reduzir o teto. O presidente informou aosite Mídia Recôncavo, que caso continuasse a pagar os seis milreais, iria comprometer sua gestão na forma administrativa. Jóalegou, que a lei destaca que antes de reduzir os salários dos edis,poderia reduzir os dos servidores, mas não poderia cometer tal ato, contra pais e mães de família que recebem salário mínimo. SegundoJosenilson a melhor forma foi alterar o teto salários dosvereadores. Os edis prometem acionar a Justiça a fim de retornar osvalores que estavam sendo pagos; seis mil reais (mês). Osvereadores destacaram a reportagem do Mídia Recôncavo, que osseus vencimentos também são utilizados na assistência a população,sendo que essa redução compromete os trabalhos. Alguns alegamque existem empréstimos bancários realizados, e receberam muitoabaixo dos cinco mil reais, após a decisão da presidência. “Resta-nos esperar a decisão Judicial, após ser impetrado o mandato desegurança pelos edis.” Pontuou Josenilson Dias.
